Saúde

ALIMENTAÇÃO X CÂNCER X QUIMIOTERAPIA

21 de fevereiro de 2018

Quero dizer que estou muito feliz por esta parceria com a Dra Fabíola a quem admiro não só pelo profissionalismo mas,  principalmente pela história de vida. Uma guerreira que tem muito a nos ensinar.

Antes do primeiro post, uma breve apresentação sobre esta admirável mulher:

Sou Fabíola La Torre, mãe do Arthur Ferreira La Torre, mais conhecido como “Tuti”.
– Ué, você é a minha mãe. É a mãe do Arthur Ferreira La Torre, mais conhecido como “Tuti”.

Eu moro em São Paulo, mas sou de Campos dos Goytacazes, , interior do Rio de Janeiro. Vim para São Paulo para terminar meus estudos em medicina e realizar minha residência médica. Fiz em pediatria, infectologia e terapia intensiva (UTI). Amo a medicina. Amo minhas criancinhas. Na verdade, eu não sou médica, sou Pediatra por natureza. Bom, trabalho no Hospital Leforte e no Hospital A.C. Camargo Câncer Center há cerca de dez anos. No início de junho de 2016, tive diagnóstico de câncer de mama do qual terminei o tratamento em outubro de 2017. Atualmente, tomo apenas o tamoxifeno por via oral. Criei então um projeto de médica a paciente para que visa prevenção e orientação para mulheres de maneira multidisciplinar abordando o assunto. E, portanto o meu site, tornou-se algo mãe-filho.

Para abrir a parceria com o site Céu de Borboletas vou iniciar falando um assunto que considero de extrema importância. Espero que gostem.

ALIMENTAÇÃO X CANCER X QUIMIOTERAPIA

É desnecessário dizer o quanto um diagnóstico de câncer afeta as pessoas e o quanto a doença e seu tratamento afetam o corpo. Um dos meios de se cuidar é através da alimentação. Além de evitarmos álcool, fumo e drogas, é necessário evitarmos ou diminuirmos a ingestão de:

1. Chá preto e café: São ricos em cafeína o que irrita o trato gástrico e tira o cálcio dos ossos, elimina potássio e zinco, minerais essenciais ao corpo.

2. Refrigerantes Os do tipo cola contêm conservantes e corantes tóxicos e o gás contido nesse tipo de bebida causa gases estomacais e intestinais, além da desagradável sensação de inchaço abdominal.

3. Bebidas dietéticas e artificiais Contêm adoçantes artificiais como aspartame, que pode gerar crises de ansiedade e sacarina que é tóxica para o fígado. Há suspeita de que o ciclamato possa ser cancerígeno, ou seja, causa câncer. As bebidas artificiais (sucos em pó) contêm corantes químicos em sua composição, desaconselháveis à saúde.

4. Frios, embutidos e defumados Contêm produtos químicos corantes e conservantes comprovadamente cancerígenos.

5. Alimentos enlatados e industrializados Evite o amendoim e seus derivados, os grãos conservados em latas. Milho e farinha de milho industrializados. Prefira o milho verde fresco cozido em água ou para preparar pratos doces ou salgados.

6. Alimentos gordurosos e frituras Leite integral, queijos gordurosos, massas do tipo “podre” que cobre empadas e tortas, óleo e gorduras aquecidos. Prefira o azeite extravirgem natural, ou seja, não o frite. Estas proibições têm profundas razões de ser. Entre os motivos mais comuns como poupar o fígado e ter melhor digestão, evitar a obesidade, e promover o bem-estar geral do corpo, a quimioterapia deixa o organismo susceptível a uma série de efeitos colaterais que podem ser aliviados através da boa alimentação.

  • Diarreia: alimentos pobres em gordura como batata, arroz, cenoura, banana prata, maçã, goiaba, peito de frango. Evite condimentos fortes e cozinhe bem os alimentos com um pouco de sal que ajuda a reter líquidos no organismo evitando a desidratação. Beba pelo menos dois litros de líquido (água, sucos, chás, refrescos) por dia. Laranjas, pêssegos, tomate, água de coco e damasco são alimentos que contêm potássio, um sal que deve ser reposto após episódios de diarreia. Evite alimentos com alto teor de fibras. Siga as instruções médicas sobre medicamentos e higiene.
  • Perda de peso: ovos, carnes, massas, sorvetes sem gordura, leite, queijos (devem ser evitados os laticínios se houver episódios de diarreia) ajudam a manter ou aumentar o peso. Prefira os que têm pouca gordura.
  • Aumento de peso: diminua a ingestão de alimentos e para os lanches e sobremesas prefira frutas. Diminua o sal. Tome água entre as refeições.
  • Feridas na boca: além dos cuidados higiênicos, prefira os alimentos mais pastosos e cremosos como sopas de legumes batidas ou não no liquidificador e com pouco sal, gelatinas, sorvete de preferência de frutas, bebidas geladas.
  • Enjoo: alimente-se em intervalos menores (3 em 3 horas) e em pequenas quantidades. Alimentos leves e sem gordura tais como biscoito cream cracker, torradas, gelatina, chás, queijo do tipo cottage ou ricota, frutas de fácil digestão como maçã, mamão e banana. Nas refeições principais arroz, carnes brancas ou peixe, legumes cozidos, feijão, saladas temperadas com pouco sal, cheiro verde e azeite extravirgem. Evite alimentos com cheiro forte como café, peixes, alhos e cebolas.
  • Vômitos: descanso e alimentos que não sobrecarreguem o estômago, mastigá-los bem. Podem ser ingeridos pão branco, torradas, pão integral fresco ( que deve ser mantido em geladeira para evitar o mofo), legumes, verduras, frutas e cereais.
  • Prisão de ventre: ao contrário da diarreia, prefira os alimentos ricos em fibras como laranja, mamão, ameixas, uva, vegetais e cereais integrais; tome muito líquido e faça exercícios leves como caminhada.

Conselhos úteis:

  • Lembre-se: embora sua alimentação deva ser o mais natural e orgânica possível, nem tudo que é “natural” é saudável. Cuidado com chás de ervas que embora pareçam inofensivos sempre trazem efeitos colaterais e podem conter toxinas.
  • Água com gás: evite-a, pois causa desconforto abdominal.
  • Faça uma dieta fracionada, comendo pequenas quantidades, lenta e frequentemente.
  • Evite a ingestão de líquidos junto às refeições.
  • Alimente-se em ambiente calmo e tranquilo. Evite comer em locais abafados, quentes ou com odores que possam causar náuseas.
  • Mastigue bem os alimentos.
  • Não realize esforços físicos após as refeições. Tenha uma atitude otimista e leve. Relaxe e busque momentos de meditação e oração. Tire uma soneca à tarde. Ou seja, descanse após refeições, pois a atividade pode retardar a digestão
  • Se a náusea costuma aparecer durante o tratamento, evite comer 1 ou 2h horas antes da quimioterapia ou radioterapia.
  • Tente descobrir quando a náusea ocorre e qual sua causa.
  • Introduza mudanças no seu plano alimentar. Fale com o médico ou nutricionista.
  • Dúvidas

— Posso comer carne de porco durante o tratamento, ou atrapalha o processo de cicatrização?

Não há nenhuma base científica sobre a relação do consumo da carne porco e o processo de cicatrização. As alegações de que atrapalham  o tratamento fazem parte da cultura alimentar da população, mas sem evidências. A carne de porco, que é a mais consumida no mundo, é rica em vitaminas do Complexo B, principalmente B6 e B12. A dica é que os pacientes prefiram carnes de porco magras, como o lombo, e que ele seja assado. O problema da carne de porco mal passada ou crua é que pode transmitir a cisticercose.

— E carne vermelha? Ela aumenta o tumor?

A ingestão de carne vermelha tem sido relacionada à predisposição para o desenvolvimento de alguns tipos de câncer, principalmente de intestino. As nitrosaminas – compostos produzidos a partir de nitritos e aminas – são conhecidas como agentes carcinogênicos e estão presentes em vários gêneros alimentícios, como frutos do mar, queijos e nas carnes vermelhas.

No entanto, durante a quimioterapia não há uma restrição específica para a carne vermelha. Além disso, não existe essa ideia de ela aumentar o tumor. O que se preconiza é o consumo moderado, sem a necessidade de retirar o alimento por completo das refeições. O problema não é a carne vermelha, em si, mas a quantidade ingerida, que deve ser de até 300g por semana, o que equivale a cerca de três bifes grandes. Atenção: por semana!

— Chá verde deve ser evitado durante a químio?

O chá verde é comumente consumido como forma de contribuir para a prevenção do câncer por ser rico em flavonoides, atuando na ação antioxidante, antiinflamatória, antirreumática e anticâncer (protegendo o sistema de reparo do DNA). Contudo, durante o tratamento quimioterápico o chá verde pode prejudicar a eficácia de algumas drogas. É importante ressaltar que são necessários mais estudos sobre este tema. Na dúvida, consulte seu oncologista sobre a ingestão da bebida.

— O paciente não pode comer graviola?

A graviola deve ser evitada, pois o seu consumo durante o tratamento é tóxico para o fígado e rins. Como qualquer medicamento, as plantas não devem ser usadas indiscriminadamente, pois os princípios ativos que são benéficos para uma determinada doença podem ser danosos ou sem efeito para portadores de outras. O chá da folha da graviola tem sido popularmente divulgado, sem que haja estudos científicos relevantes sobre a utilização do mesmo.

— Gengibre é recomendado para pacientes em quimioterapia?

O gengibre é um aliado do paciente em tratamento quimioterápico. Ele tem ação antiemética (alivia enjoos, náuseas e vômitos) e antiinflamatória. Estudos corroboram com a indicação de que uma colher de chá de gengibre pode diminuir as náuseas associadas ao tratamento de quimioterapia, efeito presente em torno de 70% dos pacientes.

Experimente

  • Mingau de aveia.
  • Torradas.
  • Biscoitos integrais.
  • Bolachas cream cracker.
  • Alimentos frios.
  • Sucos de frutas, frutas em pedaços.
  • Água de coco.
  • Gelatinas e sorvetes de frutas.
  • Iogurte.
  • Raspadinha de gelo.

Evite

  • Alimentos quentes.
  • Alimentos gordurosos.
  • Alimentos fritos.
  • Alimentos muito doces.
  • Condimentos, pimentas.
  • Alimentos com odores fortes.

Saiba mais sobre a Dra. Fabíola Peixoto Ferreira La Torre

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