Mulher & Maternidade

Os 5 mitos da fertilização in vitro

31 de agosto de 2017

Especialista em Reprodução Humana esclarece as principais dúvidas sobre o procedimento

 A fertilização in vitro (ou FIV) é a técnica de reprodução humana indicada para casais em que a mulher sofre de problemas nas trompas ou endometriose e em que os homens têm dificuldades na produção de gametas. As chances de sucesso com o uso da FIV estão relacionadas a idade do óvulo. Por isso, em mulheres com menos de 35 anos as chances de uma gravidez chegam a 60%. Mas o procedimento ainda é cercado de dúvidas e que geraram mitos que só servem para confundir os casais. Os “mitos” mais comuns foram relacionados pelo ginecologista e obstetra,  especialista em reprodução humana, Alfonso Massaguer, diretor da Clínica Mãe.

1) “É possível escolher o sexo do bebê”
Mito “parcial”! A fertilização, quando não realizamos a biópsia embrionária e avaliação cromossômica, proporciona uma gestação como qualquer outra, sem que exista a possibilidade de escolha prévia do sexo, cor dos olhos, nem nenhuma outra característica física. Em casos biópsia embrionária, podemos avaliar todos os cromossomos, como os sexuais, sabendo o sexo do bebê antes de colocá-lo no útero. Vale reforçar que o Conselho Federal de Medicina não permite tratamentos para seleção de sexo.

2) “Não existe idade limite para fazer fertilização in vitro”
Mito! mas com algumas exceções. A indicação da técnica é para mulheres que tenham preferencialmente, até 43 anos. Isso porque após essa idade a viabilidade do embrião, ou seja, a taxa de sucesso na gestação, cai consideravelmente. Porém, há casos de mulheres com mais de 43 anos que conseguiram sucesso no processo de fertilização. Em caso de uso de óvulos doados, as taxas de sucesso se assemelham a de mulheres jovens independente da idade. Nesta técnica de ovodoação é possível uma gravidez até em mulher menopausada.

3) “Com a fertilização, a gravidez é totalmente garantida”
Mito! Apesar de alcançar boas taxas de sucesso, a técnica de FIV não oferece 100% de garantia no sucesso dos resultados. Isso ocorre porque a implantação do óvulo depende de um grande número de fatores, e um dos principais é a idade dos óvulos.

 4) “O bebê gerado via FIV nasce com a saúde mais frágil”
Absolutamente mito! A partir do momento da fecundação e implantação, o restante da gestação ocorre normalmente, como uma gestação comum. O bebê gerado com o auxílio da FIV tem  as mesmas possibilidades de desenvolvimento de um bebê  gerado de outra forma. Em caso de biópsia embrionária e avaliação cromossômica e/o genética prévia, até reduzimos a incidência das doenças avaliadas.

5) “Doenças hereditárias não podem ser prevenidas pela FIV”
Mito! Com o avanço da medicina reprodutiva, é possível que os pais recorram à seleção de embriões, utilizando aqueles que não possuem os genes da doença e evitando por exemplo que o bebê seja futuro portador de algum mal congênito que já atinja a família.

Dr. Alfonso Massaguer
www.mae.med.br

Dr. Alfonso é Médico pela Faculdade  de Medicina da Universidade de São Paulo, Ginecologista e Obstetra pelo Hospital das Clínicas e Especialista em Reprodução Humana pelo Instituto Universitário DExeus – Barcelona. Dr. Alfonso é diretor clínico da clínica MÃE (Medicina de Acompanhamento
Especializado)  especializada em reprodução assistida. Membro da Federação Brasileira da Associação de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), das Sociedades Catalãs de Ginecologia e Obstetrícia e Americana de Reprodução Assistida (ASRM).

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