Mulher & Maternidade Reflexões

Só quero ser a mãe que escolhi ser, respeite isso.

23 de setembro de 2016

Sentada em uma mesa com outras mulheres, em um destes eventos do BLOG , estou escutando um grupo de mães discutindo sobre alimentação. E aí escuto a seguinte frase: que mãe que dá suco de caixinha para o filho não é uma boa mãe! Arregalei meus olhos demonstrando minha indignação para o tamanho absurdo que acabara de escutar mas declinei sobre a possibilidade de manifestar minha opinião. Percebi que seria uma perda de tempo porque das 8 pessoas sentadas naquela mesa, 7 compartilhavam da mesma opinião. Então resolvi apenas me levantar e sair à francesa . Não adiantava discutir algo assim com pessoas com aquela mentalidade. Se a definição de ser mãe se resumia a isso eu tinha que rever todos os meus conceitos acerca deste assunto .

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Mas isso é só um exemplo é não estou aqui levantando bandeira que suco de caixinha é o melhor alimento para o filho. Mas o que quero dizer é que isso não define ninguém. E eu ando meio de saco cheio sobre essas definições sobre o que é ou não ser boa mãe. Sobre estas mulheres que adoram sentar para atacar o jeito de maternar de outras mães. Como alguém pode se achar no direito de definir alguém sabendo tão pouco sobre sua vida? A definição de ser mãe é algo tão amplo que mesmo nas buscas na internet encontramos inúmeras definições,  mas nenhuma conclusiva. Porque não há conclusão.

Ser mãe, como sabemos, não é só gerar um filho mas muito mais que isso. E este “muito mais” é infinito.
Não existe manual que te ensine a ser boa mãe. Porque o manual somos nós que criamos. Cada mãe constrói o seu manual que é o mais certo pra seguir conforme seu modo de vida. Temos que parar de ficar buscando tanta teoria e deixar o instinto nos guiar. Veja o exemplo de nossas mães que não tinham acesso a tanta informação como temos hoje e conseguiam criar seus filhos .

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Hoje se a criança é muito agitada alguém já chega para a mãe e diz: melhor levar no psicólogo porque está criança precisa de acompanhamento psicológico, é uma criança hiperativa. Enfim, tá bem difícil maternar. Todo mundo palpita e o pior, os ouvidos permitem que estes palpites entrem fazendo um estrago enorme.

Mas sabe o que é pior nisso tudo? É que grande parte destas mães que adoram criar definições, apontar o dedo, bater no peito que são boas mães vivem de aparência. “Aparência de ser boa mãe” . No fundo, muitas delas nem sabem mais pegar seus filhos no colo, fazer um carinho. Vivem tanto na teoria que não tem tempo para a pratica. Você percebe a distância que há entre a mãe e o filho nos gestos. na falta de cumplicidade , no olhar da criança.
Então não se deixe levar por teorias. Seja a melhor mãe que você pode ser para o seu filho, seja a mãe que você quer ser. 

A maioria das vezes que erramos como mãe é porque estamos tentando acertar e jamais para o mal do nosso filho, por isso não se culpe nunca.

Não permita tantas influencias ou que elas sobreponham aos seus instintos.

O instinto materno precisa voltar a fazer parte das nossas vidas.

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3 Comentários

  • Irene Masullo
    Responder Irene Masullo 24 de setembro de 2016 em 00:06

    💕💕💕

  • Analice Brito Salvador
    Responder Analice Brito Salvador 24 de setembro de 2016 em 00:43

    Belo texto! São muitos pra julgar, poucos pra te ajudar

  • Responder Denise Azevedo 30 de setembro de 2016 em 00:12

    Parabéns pelo texto!
    Gostaria de posta-lo na minha página profissional.
    https://www.facebook.com/DNAConsultorioDePsicologia/

    Sou Psicóloga Clínica e Arteterapeuta.
    Atendo gestantes e puérperas, além de crianças, adolescentes, adultos e idosos.

    Abraços e boa noite,
    Denise Azevedo

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