Mulher & Maternidade

Afogamento secundário – Você precisa saber

1 de julho de 2016

É possível se afogar mesmo sem estar dentro da água, uma condição chamada de afogamento secundário ou afogamento a seco.

O afogamento secundário ocorre quando a criança inala água e esta vai parar no pulmão. Isto geralmente ocorre quando a criança está se afogando ou quase se afogando. Mas pode ocorrer também só do fato da criança engasgar muito com a água que está tomando ou após qualquer acidente com água. Esta condição pode ocorrer em adultos, mas é mais comum em crianças.

Quando a água entra nos pulmões, a criança pode ter problemas para respirar. Os sintomas do afogamento secundário ocorrem entre uma e 24 horas após o incidente com a água. É importante ressaltar também que o afogamento secundário é muito raro, ocorrendo em apenas 2% dos afogamentos.

Na internet, uma mãe alertou a todos sobre esta questão após quase perder o filho que caiu na piscina e mesmo sendo resgatado e parecendo estar bem não estava. Veja o relato que ela postou na internet:

afogamento secundário

Foto: Reprodução Facebook

“Por favor, olhe bem para esta foto (imagem acima). Este é o meu filho de 3 anos deitado inconsciente em uma cama de hospital menos de seis horas após pular em uma piscina. Ele ficou na piscina por menos de 30 segundos. Ele estava sendo cuidado por dois adultos que o tiraram da água logo após ele ter caído. Por essa rapidez, ele sobreviveu e não se afogou. Porém, este pequeno tempo na água foi o suficiente para que meu filho inalasse água. Após poucas horas, a água que ele inalou causou uma febre e fez com que ele começasse a ficar inconsciente. Logo após o acidente, meu filho estava bem, comendo e falando, mas horas depois ficou muito mal. Todos os enfermeiros com quem falamos disseram que tivemos muita sorte do nosso filho ainda estar vivo. Não apenas porque agiram rapidamente quando meu filho caiu na piscina, mas também porque ele correu um grande risco de morrer por afogamento secundário. Apesar de ele conseguir comer, falar e parecer bem após o acidente, ele NÃO estava bem. Ter cuidado com o filho em relação à água deveria ser uma prioridade para todos. Não deixe seu filho sem supervisão perto de qualquer fonte de água. Mesmo quando seguimos todas as regras acidentes acontecem. E quando isso ocorre, mesmo que seu filho pareça bem após quase se afogar, por favor, leve-o para o hospital. E se eu tivesse assumido que meu filho estava bem e o tivesse colocado na cama ao invés de leva-lo para o hospital? Eu não consigo nem imaginar! As enfermeiras que atenderam meu filho pediram para eu divulgar o que aconteceu com ele para alertar outros pais. Meu filho surpreendeu a todos com sua ótima recuperação, mas ele teve sorte. Por favor, avise todos que conhece sobre os cuidados com as crianças na água. ”. (tradução bebemamae.com)

É importante considerar como causa de afogamento secundário a “síndrome de imersão”, popularmente conhecida como choque térmico. Ela pode ser desencadeada pela imersão em água com temperatura muito abaixo da temperatura do corpo da pessoa que mergulha.

Algumas pesquisas revelam que o risco de desenvolver essa síndrome diminui se, antes de entrar na água, a pessoa molhar a face, a nuca e a cabeça.

Sinais que podem indicar afogamento secundário

Os sintomas variam de acordo com a gravidade do caso, e estão associados ao tempo de submersão, à temperatura da água, ao volume ingerido e ao comprometimento pulmonar. O paciente pode perder a consciência ou não. Quando consciente, dá sinais de agitação.

  • Dor de cabeça
  • Sonolência
  • Cansaço excessivo
  • Dificuldade para respirar
  • Dor no peito
  • Tosse
  • Sinais de alteração cerebral como dificuldade para falar e se comunicar
  • Pode haver febre

Estes sinais e sintomas podem surgir até 3 dias depois de um episódio de ‘quase afogamento’ que pode acontecer em praias, lagos, rios ou piscina, em caso de acidente com água ou até mesmo após a inspiração do próprio vômito, uma situação que pode acontecer em pessoas desacordadas ou extremamente sonolentas devido ao efeito do excesso de álcool no organismo.

O que fazer se isso acontecer com o seu filho

Se notar que ele tem algum dos sinais citados acima você precisa levá-lo ao hospital. Não adianta ir ao consultório do pediatra, pois, alguns exames e procedimentos serão necessários e serão feitos apenas numa sala de emergência.

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Como prevenir

A principal coisa é nunca deixar as crianças sozinhas enquanto elas estiverem brincando na água ou perto de um local que tenha água. A criança pode se afogar dentro de uma banheira, piscina de plastico, vaso sanitário.

Seguem algumas dicas do site www.criancasegura.org.br para prevenir afogamentos com crianças:

• Esvazie baldes, banheiras e piscinas infantis depois do uso e guarde-os sempre virados para baixo e longe do alcance das crianças;

• Mantenha baldes com água no alto, longe do alcance das crianças;

• Conserve a tampa do vaso sanitário fechada, se possível lacrada com algum dispositivo de segurança “à prova de criança” ou mantenha a porta do banheiro trancada;

• Mantenha cisternas, tonéis, poços e outros reservatórios domésticos trancados ou com alguma proteção que não permita “mergulhos”;

• Piscinas devem ser protegidas com cercas de no mínimo 1,5 m que não possam ser escaladas e portões com cadeados ou trava de segurança que dificultem o acesso dos pequenos;

• Alarmes e capas de piscina garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes. Esses recursos devem ser usados em conjunto com as cercas e a constante supervisão dos adultos;

• Grande parte dos afogamentos com bebês acontece em banheiras. Na faixa etária até dois anos, até vasos sanitários e baldes podem ser perigosos. Nunca deixe as crianças, sem vigilância, próximas a pias, vasos sanitários, banheiras, baldes e recipientes com água;

• Evite brinquedos e outros atrativos próximos à piscina e reservatórios de água;

• Saiba quais amigos ou vizinhos têm piscina em casa e quando levar a criança para visitá-los, certifique-se de que será supervisionada por um adulto enquanto brinca na água;

• Boias e outros equipamentos infláveis passam uma falsa segurança. Eles podem estourar, virar a qualquer momento e ser levados pela correnteza. O ideal é que a criança use sempre um colete salva-vidas quando estiver em embarcações, próxima a rios, represas, mares, lagos e piscinas, e quando estiver praticando esportes aquáticos;

• Crianças devem aprender a nadar com instrutores qualificados ou em escolas de natação especializadas. Se os pais ou responsáveis não sabem nadar, devem aprender também;

• Muitos casos de afogamentos aconteceram com pessoas que achavam que sabiam nadar. Não superestime a habilidade de crianças e adolescentes;

• No mar, a vala aparenta uma falsa calmaria, mas representa o local de maior correnteza que leva para o alto mar. Ensine a criança a nadar transversalmente à vala até conseguir escapar ou a pedir socorro imediatamente;

• O rápido socorro é fundamental para o salvamento da criança que se afoga, pois a morte por asfixia pode ocorrer em apenas 5 minutos. Por isso é tão importante que pais, responsáveis, educadores e outras pessoas que cuidam de crianças aprendam técnicas de primeiros socorros;

• Tenha um telefone próximo à área de lazer e o número do atendimento de emergência (SAMU: 192 e Corpo de Bombeiros: 193).

Ensine a criança:

 • Sempre nadar com um companheiro. Nadar sozinho é muito perigoso;

• Respeitar as placas de proibição nas praias, os guarda-vidas e verificar as condições das águas abertas;

• Não brincar de empurrar, dar “caldo” dentro da água ou simular que está se afogando;

• Saber ligar para um número de emergência e passar as informações de localização e do que está acontecendo em caso de perigo.

Os telefones para emergência são: 193 – Corpo de Bombeiros, e 192 – Samu.

Fontes:

www.familia.com.br

www.drauziovarella.com.br

www.tuasaude.com

www.bebemamae.com

 

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