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Meu filho é APLV

16 de março de 2015

Um dia meu filho vai se curar?Quando isso vai acontecer? Corre o risco dele disso nunca acontecer?

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Estas são as perguntas que frequentemente fazemos quando temos um filho diagnosticado com alergia à proteína do leite.

Meu caçula Guilherme, logo nos primeiros dias de vida começou a apresentar mudanças na pele. No inicio, nós e a pediatra acreditávamos ser a famosa brotoeja. Depois começamos a pensar em outras hipóteses como alergia do sabão que usávamos na lavagem das roupas, de roupas de lã que ele usava e quando calor,  que era do calor e do suor… a todo momento o “nosso diagnostico” mudava.

Mas as lesões não melhoravam e os choros e inquietação se tornavam mais regulares do que o normal. A pele foi piorando até o dia que ele foi hospitalizado com o diagnóstico de dermatite atópica crônica. Ficou por 7 dias internado e quando teve alta, a pele parecia de um bebe, lisinha e macia como uma seda. Todas as feridas haviam desaparecido e o problema parecia ter sido de vez solucionado.

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Ocorre que no decorrer dos dias, fomos percebendo que as lesões estavam voltando numa velocidade maior do que antes. Foi então que procuramos um alergista que após a realização de alguns exames,  descobriu que ele era APLV (Alérgico à proteína do leite de vaca).

Primeiramente é importante ressaltar a diferença entre Alergia à proteína do leite de vaca e intolerância a Lactose. A primeira diferença entre esses dois problemas está na substância do leite – ou seja, a alergia está relacionada à proteína do leite de vaca enquanto a intolerância está ligada ao açúcar do leite, que é a lactose.

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Na APLV o organismo da criança não reconhece uma ou mais proteínas do leite de vaca (caseína, alfa-lactoalbumina e beta-lactoglobulina) e reage a elas. Sintomas:  Desconforto abdominal, alergias, dificuldade respiratória, entre outros.

Intolerância a Lactose basicamente é a incapacidade de digerir lactose (açúcar encontrado no leite e em produtos lácteos), ocorre quando o intestino não produz ou produz pouco a enzima lactase (substância responsável por “quebrar” a lactose para ser digerida).Sintomas: inchaço abdominal, cólicas, diarreia, gases (flatulência) e náuseas.

Como ele só se alimentava do leite materno, imediatamente fui obrigada a fazer uma dieta “cruel” eliminando todos os tipos de alimentos que continham leite. E a realidade é bem dura pra quem precisa fazer uma dieta como esta. Não é fácil se desapegar do leite no café da manha, das bolachas, enfim, de todas aquelas coisas simples que você passou a vida consumindo.

Após 6 meses, o medico indicou que ele tomasse leite a base de soja mas para nossa surpresa e desespero,  ele também apresentou alergia à soja. Então, a solução foi um produto da DANONE, o NEOCATE  que é uma fórmula de aminoácidos balanceada, não alergênica, totalmente isenta de proteína do leite de vaca, indicada para crianças. Conseguimos entrar em um programa do governo para recebimento mensal das latas necessárias para consumo . Alias, em breve quero postar falando deste programa do governo que muitos desconhecem.

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Já se passaram mais de dois anos desde a descoberta e ele ainda permanece alérgico. A alimentação é super controlada, assim como produtos de higiene que também não podem conter leite. Fazemos vigilância de tudo o que ele consome e a leitura minuciosa de rótulos dos alimentos se tornou obrigatória. Recentemente a nossa preocupação aumentou porque agora ele esta indo para a escola e lá, existe o risco dele querer e conseguir consumir o lanche “proibido” do coleguinha. Já avisamos a escola mas sabemos o quanto é difícil, principalmente no que tange a tolher as vontades de uma criança na idade dele.

A idéia deste post é alertar sobre a APLV que muitas vezes é descoberta tardia, fazendo com que a criança sofra muito até ser diagnosticada corretamente. Além disso, indicar os sites que esclarecem sobre o tema de forma ampla e técnica, conforme listagem abaixo:

Fotos extraídas dos sites:

www. mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2012/09/11/intolerancia-e-alergia-saiba-identificar-quando-o-leite-faz-mal-a-seu-filho.htm

www.cinqv.com.br/2013/05/voce-sabe-hora-certa-de-oferecer-leite.html

www. revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI10615-15149,00.html

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