Educação & Comportamento

Uma geração movida pela tecnologia

30 de setembro de 2018

Agora o jogo se inverteu: são os pais que aprendem com os filhos

O ser humano, que se destaca por ser criador e, ao mesmo tempo, consumidor, tornou-se tecnológico. Com a tecnologia avançando cada vez mais rápido, a maneira de adquirir aprendizado e o conhecimento vem se modificando. Hoje, os filhos já nascem com uma predisposição a aprender ou se familiarizar com tecnologias como os smartphones, tablets, aplicativos, jogos e computadores.

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A Coach Familiar, especializada em Psicologia e Desenvolvimento Humano de São José dos Campos (SP), Valéria Ribeiro, explica que “vivemos num mundo onde tudo é tecnológico, de entregas rápidas e soluções imediatas, onde as relações são virtuais e não mais pessoais. Nesse mundo, não há espaço para a espera e para o amadurecimento”.

Os pais, em sua maioria, não possuem essa familiaridade ou até mesmo não sentem falta na rotina. Preferem utilizar o telefone ou o celular com funções básicas. Entretanto, como as novidades vão se incorporando as tarefas do dia a dia, os pais necessitam aprender a utilizá-las e por isso, recorrem aos filhos que estão habituados desde pequenos a utilizarem equipamentos ou aparelhos eletrônicos e as últimas novidades.

Nesse ponto, os filhos passam a ensinar os pais, papel contrário do que estamos acostumados, e por imitação os filhos aprendem lições, comportamento e hábitos diários. Os pais que tendem a ter comportamentos mais tradicionais, podem possuir uma barreira de aprendizado por não nascerem em meio a tecnologia.

Entretanto, essa inversão de papeis, nesse contexto, pode ser uma estratégia para os pais se aproximarem dos filhos, afinal a grande maioria dos adolescentes e jovens adoram a tecnologia e não vivem sem ela. Pedir ajuda aos filhos para aprenderem como funciona um celular ou determinado aplicativo pode melhorar essa relação.

É certo que por vezes eles não terão muita paciência para ensinar os pais, farão de forma rápida e dirão “pronto é assim”, é claro que estes precisarão ter, nessa hora, um pouco de jogo de cintura, e fazer algumas piadas, tais como: “tenha paciência, sua mãe ou pai está velhinho (a), faz um pouco mais devagar para que eu possa entender”. Ou mesmo os pais sendo, em relação a tecnologia, mais inteligentes, possuindo mais conhecimento, não é demérito nenhum. Isso pode ajudar ao filho querer aprender mais, pois saber algo mais que os pais é bom e serem reconhecidos por isso, não tem preço.

Porém, os pais, apesar deste ponto positivo, precisam estar atentos ao uso excessivo da tecnologia, pois isso pode causar problemas em jovens que são rodeados a todo momento e que precisam de eletrônicos para completar tarefas diárias ou até mesmo para interagir, mas isso é conversa para outro artigo.

Fonte: Valeria Ribeiro

Terapeuta e Coach Familiar, especializada em Terapia Familiar Sistêmica e Fundadora do Filhosofia

E-mail: contato@filhosofia.com.br

Sites: http://filhosofia.com.br/

 

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