Saúde

Crianças também podem ter catarata

29 de abril de 2019

Doença mais relacionada a adultos e ao avançar da idade, a catarata também pode se manifestar em bebês. A catarata congênita por definição é a patologia presente no nascimento ou que se desenvolve até o terceiro mês de vida. É considerada a principal causa de cegueira recuperável na criança e, de acordo com a literatura médica, apresenta incidência em torno de 1 em 2500 nascidos vivos.

Catarata congênita – “Há um grande espectro de apresentação clínica e subtipos, mas o que marca essa patologia é a alteração do reflexo vermelho, obrigatório já ao nascimento na maioria dos estados brasileiros”, explica o Dr. Virgílio Figueiredo Silva, especialista em catarata em adultos e congênita do Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem, empresa do Grupo Opty em Joinville. Entre as causas da doença estão malformações de ordem genética intrauterina, infecções, erros inatos do metabolismo, traumas oculares e inflamações secundárias.

Pelo fato das crianças não apresentarem queixas, os sintomas encontrados na doença congênita e na fase adulta são diferentes. “Muitas vezes, a dificuldade de foco, ‘olhar perdido’ e estrabismo podem levar a criança a ser examinada. Por ser uma causa comprovada de cegueira infantil e por requerer diagnóstico precoce e tratamento cirúrgico imediato, a catarata congênita depende de atenção especial de profissionais de saúde”, afirma o oftalmologista. “O diagnóstico acurado e precoce é a chave para evitar complicações irreversíveis, e deve ser importante a participação multidisciplinar para averiguação correta desse problema de saúde visual”, complementa.

A detecção precoce da catarata é feita pelo exame do reflexo vermelho, popularmente chamado de “exame do olhinho”, realizado ainda na maternidade. A causa mais frequente de alteração do reflexo vermelho na infância é a catarata.

Correção – Embora a cirurgia seja um importante fator na reabilitação visual, a extração da catarata em uma criança é apenas o início de um esforço para melhorar sua acuidade visual. A cirurgia é indicada baseada na idade e alteração do eixo visual ocular. Caso não indicada, o acompanhamento clinico é muito importante. “Diferentemente da cirurgia em adultos, o olho de uma criança é imaturo e está em crescimento, apresentando alterações progressivas do seu tamanho e curvatura, o que acarreta de forma dinâmica mudanças refracionais ao longo do envelhecimento da criança”, conta o Dr. Virgílio.

Imagem via : www.portaldavisaocuritiba.com.br

No período neonatal, o sistema visual é imaturo, sendo dependente de vias sub-corticais para sua maturação e plasticidade. Tem-se como padrão que a cirurgia de catarata unilateral seja realizada dentro de seis semanas. Em casos bilaterais, o período de latência se situa ao redor de dez semanas. Não menos importante que a cirurgia precoce, a correção óptica adequada, estimulação visual e tratamento oclusivo, quando indicado, também são imprescindíveis.

A principal sequela possível é a ambliopia, a não formação da visão por baixa estimulação, também conhecida como olho preguiçoso. Outras implicações são: decorrências inflamatórias, pela maior resposta imune cirúrgica em crianças; aumento de pressão ocular; obstrução do eixo visual pós cirurgia; necessidade de reabordagem e estrabismo.

Controvérsias – O implante da lente intraocular, consenso no adulto, é algo ainda controverso na criança, principalmente no primeiro ano de vida. Após esse período, se possível, o implante primário pode ser indicado. Nesse caso, a criança usará óculos ou lente de contato (a partir de 3 meses de idade) para correção da ametropia (grau), que será alta, porém decrescente ao longo dos anos.

“Para minimizar traumas, as cirurgias devem ser realizadas por cirurgião com experiência em catarata infantil. A catarata na criança apresenta particularidades que tornam sua abordagem diferente da catarata do adulto”, explica o especialista. “A lensectomia pura, ou seja, a retirada do cristalino, exige o uso de lentes de contato ou óculos muito fortes, devido à ausência da lente interna do olho. Essas crianças usarão óculos tanto para perto, como para longe, mesmo se for implantado lente intraocular, devido ao grau residual deixado para acompanhar o crescimento ocular, mas que com o tempo e amadurecimento do olho, será normalizado”, conclui.

Projeto Olhares – Em 2019, o Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem está dedicando atenção especial aos cuidados com os olhos em bebês, crianças e jovens. Por meio do Projeto Olhares, pretende-se levar informação a pacientes, gestantes, pais e educadores, com o intuito de colocar em foco a importância da saúde ocular nessas faixas etárias.

Fonte: Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem

Sobre o Sadalla

Desde 1942, o Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem, situado em Joinville (SC), faz o melhor para a saúde ocular dos brasileiros. Seu compromisso é oferecer o que há de mais moderno nas técnicas para o tratamento e cuidados com os olhos. Atualmente, em uma estrutura com 10 mil m² distribuídos em quatro andares, 47 consultórios, seis salas cirúrgicas, dois centros de exames e diagnóstico e dois consultórios de Pronto Atendimento, são realizadas em torno de 10 mil consultas e 1.300 cirurgias ao mês. Considerado centro de referência na oftalmologia brasileira, o Hospital está sempre investindo em tecnologia, na qualificação de sua equipe médica e na excelência do atendimento, que são corroboradas pela Certificação da ONA Nível 3. Para continuar crescendo, o Sadalla se uniu, em 2017, ao maior conglomerado de oftalmologia da América Latina, o Grupo Opty. Para mais informações, visite www.sadalla.com.br.

 

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