Mulher & Maternidade

Mitos e verdades sobre a alimentação na gravidez

5 de fevereiro de 2021

É muito comum ouvirmos diversas coisas sobre a alimentação na gravidez, sobre alimentos que fazem mal, que devem ser evitados, ou os que ajudam durante a gestação. Mas como sabemos se realmente todas essas coisas que escutamos são verdadeiras ou não passam apenas de mitos?

gravidez

Realmente, existem algumas modificações necessárias a se fazer durante a gravidez, mas também há muitos mitos que permeiam o tema e confundem a mulher sobre como ela deve se alimentar.

A perda ou excesso de peso durante a gestação pode trazer prejuízos para a saúde do bebê e da mãe, como o desenvolvimento de diabetes gestacional. 

Portanto, para uma gestação saudável, é importante adotar uma alimentação equilibrada para evitar problemas sérios e ter o acompanhamento adequado com um profissional.

Acompanhe este artigo para saber mais sobre a alimentação durante a gestação, o que são mitos ou verdades. E também saber se pode ou não continuar tratamentos que estavam sendo realizados antes da gestação, por exemplo, o uso de lente de contato para os dentes.

Mitos e verdades

Falando sobre alimentação durante a gestação, serão colocados aqui alguns mitos e verdades que são ditas e que podem orientar nesse momento de incertezas.

Mitos

Grávidas devem comer o dobro

Esse é um dos mitos mais comuns relacionados à alimentação de mulheres grávidas. 

Apesar das necessidades nutricionais de gestantes serem diferentes das que não estão grávidas, a questão não é sobre a quantidade e sim sobre o que se come e a qualidade dessa alimentação.

A partir do segundo semestre da gestação, a grávida deve aumentar apenas 300kcal por dia, o que não é um grande volume de alimento. 

O excesso de calorias não tem nenhuma vantagem, devendo acompanhar o crescimento da criança. Inclusive, o aumento excessivo pode trazer riscos como diabetes gestacional e aumento de pressão arterial, além de causar malefícios na autoestima. 

Salada crua deve ser ingerida

A ingestão de salada crua cria um risco de infecção por toxoplasmose – doença de parasita, geralmente assintomática e que pode levar a problemas de desenvolvimento mental ou cegueira do bebê. Cerca de 54% das gestantes são suscetíveis a essa doença. 

Não pode comer comida japonesa

Por conta do perigo que a toxoplasmose causa, muitas grávidas deixam de comer comida japonesa, porém o peixe cru não faz parte do ciclo reprodutivo do parasita que causa a doença.

Contudo, devido ao tipo de comida, é necessário se atentar com o lugar que se come e o estado do alimento, por precauções sanitárias. 

Cerveja preta aumenta a produção de leite materno

Não existe, dentro da ciência, nenhum tipo de alimento que aumenta a produção de leite materno. Para que a mãe consiga produzir leite, ela precisa de um bom descanso e ingerir muita água.

Verdades

Não pode consumir queijos

Queijos moles como brie, camembert e feta devem ser evitados na gestação, pois eles podem desencadear a bactéria Listeria, que oferece risco de infecção gastrointestinal intensa, atingindo diretamente o sistema imunológico.

Em casos mais graves, podem levar ao aborto ou nascimento prematuro. O indicado é o consumo de queijos brancos duros, curados e pasteurizados. 

Não pode comer carne crua

Pelo perigo de ingestão de bactérias, grávidas não devem ingerir carne crua ou mal cozida, principalmente de porco, boi, coração de galinha e carpaccio.

Como deve ser a alimentação na gravidez

Durante a gravidez, é importante que a mulher tenha uma alimentação balanceada, com todos os nutrientes necessários para a saúde da mãe e para o desenvolvimento do bebê. 

Portanto, é recomendável a ingestão de:

  • Alimentos ricos em proteínas; 
  • Frutas;
  • Vegetais;
  • Alimentos ricos em ácido fólico, ferro, cálcio, zinco, ômega-2;
  • Alimentos ricos em vitamina A e vitamina B12. 

Para exemplificar os tipos de alimentos que devem compor uma alimentação balanceada para uma gestante, confira:

  • Vitamina A: cenoura, abóbora, leite, iogurte, ovos, manga, brócolis e pimentão amarelo;
  • Vitamina B12: produtos lácteos, ovos e alimentos fortificados;
  • Ômega 3: óleo de linhaça, sementes de linhaça, abacate, azeite de oliva extra virgem, nozes, chia e frutos secos;
  • Cálcio: produtos lácteos, vegetais escuros, gergelim e frutos secos, como as nozes;
  • Zinco: feijão e frutos secos como a castanha do Pará, amendoim, castanha de caju e nozes;
  • Ferro: feijão, ervilha, grão de bico, ovo, cereais, pão integral e vegetais e folhas verde;
  • Ácido fólico: espinafre, brócolis, couve, aspargo, couve de bruxelas, feijão e tomate.

Levando em conta a importância de redobrar os cuidados com a saúde bucal durante a gestação, pois ela pode impactar diretamente a gestação, alimentos como cenoura também contribuem para a limpeza e fortalecimento natural dos dentes, além de contribuir com a manutenção bucal e de tratamentos como aparelho ortodontico transparente.

Já os alimentos ricos em cálcio são essenciais para a nutrição e fortificação dos dentes, mantendo o esmalte intacto, ou recompondo possíveis erosões existentes nesta camada protetora.

A arcada dentária também é fortalecida, reduzindo os riscos de tratamentos mais complexos, que podem não ser indicados nesse momento.

Inclusive, é extremamente importante manter a higiene bucal durante a gravidez, mantendo a escovação diária após as refeições, bem como o uso do enxaguante bucal e o fio dental, para evitar acúmulo e proliferação de bactérias. 

Isso vale, principalmente, para as grávidas que utilizam de aparelho ortodontico, pois o acúmulo de resíduos alimentares são favorecidos devido à barreira criada pelo tratamento, que pode dificultar a limpeza correta.

Cuidados extras

Vale mencionar que o acompanhamento profissional é imprescindível durante a gravidez, evitando que problemas periodontais surjam e prejudiquem a gestação.

Inclusive, se engana quem pensou que não se pode fazer procedimentos odontológicos durante a gestação. Isso porque, apesar de demandar mais cuidado, muitos tratamentos ainda podem ser realizados,

Além disso, há quem descubra a gravidez durante algum tratamento, como o clareamento dental ou a colocação do aparelho, devido às alterações hormonais que também podem influenciar na regulação da boca e no PH da cavidade.

Para verificar quais tratamentos podem ser realizados em cada fase gestacional, o profissional deve ser consultado. Afinal, somente ele poderá identificar a urgência de cada tratamento, bem como se há como aguardar o nascimento da criança.

O único ponto de atenção nesse sentido é quanto aos tratamentos estéticos, em que a indicação é aguardar o final da gestação para realizá-los.

Assim, é imprescindível ter o acompanhamento adequado para garantir a saúde da mãe e da criança e, para isso, um auxílio multiprofissional pode ser necessário para sanar as dúvidas e trazer mais segurança durante essa fase.

Conteúdo originalmente desenvolvido pela equipe da Clínica Ideal, plataforma especializada em marketing e gestão para consultórios e clínicas odontológicas.

Leia também “Como saber se a pressão está alta na gravidez?”

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