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Quando a bolsa não rompe, temos um Parto empelicado

15 de agosto de 2016

Você já ouviu falar de parto empelicado?

No Brasil, casos em que não há o rompimento da bolsa são chamados de “parto empelicado”. Segundo o dicionário Aurélio, empelicado é aquele nascido coberto de pelica, com a cabeça e o corpo protegido pelas membranas fetais.

A criança não corre nenhum risco, pois ainda está no saco amniótico, recebendo ainda oxigênio do cordão umbilical.

parto empelicado

É raro, acontece uma vez a cada 80 mil partos. Mas esta raridade aconteceu recentemente aqui mesmo no Brasil O parto foi realizado pelo Dr. Waldemar R. T. De Moraes e Souza e equipe da Santa Casa de Misericórdia de Barretos-SP e gravado pela enfermeira Gisele Correa.

Parto realizado pelo Dr. Waldemar R. T. De Moraes e Souza e equipe da Santa Casa de Misericórdia de Barretos-SP

Mas já não bastasse o acontecimento ser raro, o parto foi de gêmeos que nasceram de uma gravidez de 36 semanas de gestação. O segundo bebê foi expelido espontaneamente com toda a membrana intacta, sendo colocado sobre a barriga da mãe ainda com o cordão umbilical.

Segundo o Jornal Ciência, a bolsa amniótica começa a se formar e a encher de líquido normalmente na segunda semana de gestação. A quantidade de líquido vai aumentando gradualmente durante a gravidez, até cerca de 38 semanas, quando é reduzida até o nascimento do bebê.

parto-bebê-empelicado

Trata-se de um saco composto por um líquido claro, localizado dentro do útero, onde o feto se desenvolve e cresce. O líquido ajuda o bebê a se proteger de lesões e ainda fornece, através dos fluidos, uma forma de respirar e engolir. Esse tipo de nascimento acontece geralmente em prematuros, e algumas culturas medievais consideravam-no um bom agouro, preconizador de grandeza.

Segundo especialista é até possível induzir o parto empelicado mas é bem difícil.

Importância do líquido amniótico:

  • Amortecedor de golpes e solavancos, que possam ocorrer com a gestante;
  • Espaço adequado para o crescimento e a movimentação do feto;
  • Sustenta a temperatura do bebê dentro do útero;
  • Oferece a proteção contra infecções;
  • Auxilia no desenvolvimento dos sistemas do feto sensíveis a odores e sabores;
  • Ajuda no desenvolvimento dos aparelhos digestivo e respiratório, a criança mesmo dentro do útero, efetua movimentos de respirar, digerir e evacuar.

 

O termo “bebê empelicado” ficou mais conhecido quando a top Gisele Bündchen contou que sua filha Vivian veio ao mundo dormindo ainda dentro da bolsa que não se rompeu

Este tipo de parto é uma vantagem para o bebê que nasce protegido pela bolsa, mantendo sua temperatura, ficando livre dos riscos de infecção na hora do parto.

Em algumas culturas acredita-se até que bebês nascidos dessa maneira terão sorte por toda a vida.

Veja abaixo dois vídeos com imagens de um Parto Empelicado. No segundo, você pode ver quando a bolsa é rompida.

 

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